petiscos & drinks no Pirajá

24 de jan de 2018

Esse fim de semana foi aniversário do Bruno e decidimos comemorar conhecendo o Pirajá, um bar que foi recomendado como um dos melhores lugares para tomar um bom chopp ou uma ótima caipirinha em São Paulo. O Bar fica na região de Pinheiros e tem um delicioso clima tropical, por isso foi a pedida certa para o Verão (mesmo que o Bruno não seja o maior fã da estação).

Logo que chegamos no bar percebermos que ele tinha um estilo carioca, do tipo que se refletia nos mínimos detalhes: desde o revestimento de parede imitando a orla de Copacabana, aos pratos que traziam várias referências da Cidade maravilhosa. O fato mais memorável sobre o Pirajá é o jogo de cintura que você deve ter para conseguir uma mesa, pois o ambiente é tão descontraído, informal e cheio de animação, que você pode se sentir constrangido se não tiver uma postura mais maleável e expansiva. É uma perfeita homenagem aos nossos amigos do Rio de Janeiro que tanto tem a nos ensinar sobre realmente relaxar e curtir a vida, mas preciso confessar que mesmo apreciando toda essa espontaneidade, foi um pouco difícil entrar no clima e se sentir confortável no espaço.

Sobre as bebidas, pedimos uma caipiroska de lima da pérsia ($35) e duas opções de chopps da casa  ($9,50 - $13,50). Eu tomei a caipiroska que estava bem equilibrada e o Bruno foi de Chopp. Na minha opinião, a bebida vale o investimento, porque a combinação da força da vodka com a suavidade da lima da Pérsia só pode se dar de forma satisfatória quando se sabe o ponto certo da mistura e nesse caso, eu diria que eles acertaram em cheio. Um drink leve e refrescante, mas forte o suficiente para te dar aquela relaxada. Quanto ao Bruno, a opinião dele é que o chopp artesanal vale para quem tem um gosto mais apurado, mas o Paulista ganha pela perfeita combinação entre o tradicional chopp claro com a espuma do escuro.




Além das bebidas, optamos por pedir alguns petiscos. O cardápio não é tão variado, então a escolha não foi tão difícil, optamos por escolhas mais leves devido ao calor que estava fazendo no dia.


Na foto acima, um dos nossos pedidos: "miss saigon" ($28) uma espécie de tempurá com massa de cerveja que por dentro trazia um enroladinho de couve com carne de porco.



Outro de nossos pedidos: "do leme ao pontal" ($34) um mix dos petiscos da casa, croquete de costela, bolinho de carne seca com abóbora e bolinho de arroz com recheio de camarão. Esse em particular estava divino, cada bolinho tinha um sabor ímpar e até valia um segundo pedido.


Sem sombras de dúvida, foi uma tarde gostosa e bem atípica para nós. Não somos exatamente os maiores fãs do tipo de bar que tem na região de pinheiros/vila madalena, mas achamos que pela recomendação valia a visita. Com certeza não nos arrependemos a comida é saborosa e as bebidas são primorosas. Não sei se voltaríamos lá, mas com certeza indicamos, porque é o tipo de experiência que tem que viver para saber.

Porque investir em melhorias em um apê alugado?

16 de jan de 2018

Prometemos alguns posts sobre a nossa experiência com as mini-reformas do apê e agora que tudo acabou, o ano virou e conseguimos respirar em uma rotina de normalidade, decidimos começar a compartilhar essas informações com vocês, em uma sequência que começa explicando algumas questões mais gerais que surgiram durante o processo e segue sobre posts mais específicos acerca de cada coisa reformada em nosso cantinho. Espero que goste das nossas reflexões e que possa compartilhar também conosco a sua visão sobre o assunto.

A respeito do título desse post, essa é a questão que mais surgiu, seja de forma direta, seja de forma indireta (as vezes até em um certo tom julgador). Então achei interessante começar por ela, já que acho que a nossa visão sobre o assunto traz algumas quebras de paradigmas e pode nos auxiliar a ver a essa questão (e porque não a vida?) por uma nova perspectiva.
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manter o foco no presente

Sempre que alguém me questiona acerca do porque investir recursos para ter uma casa confortável em detrimento de poupar para comprar um imóvel próprio, ou mesmo investir em qualquer outra coisa mais "durável", eu retribuo com uma pergunta muito simples:  - você sabe o que lhe reserva o amanhã? - e a despeito do tom meio filosófico da questão, quase sempre a pessoa entende o recado, que somos pessoas que mantém o foco no presente, pois acreditamos que essa é a forma mais saudável de levar a vida.

Sei que existe de forma muita forte a cultura do sacrifício em nossa sociedade. Somos educados e condicionados à acreditar que as coisas boas só veem quando fazemos sacrifícios e que as vezes um vida inteira de sufoco se compensa em uma estabilidade futura. Eu mesma por um tempo acreditei muito nisso e tomei escolhas baseadas nesse padrão. Porém com o tempo percebi que essa crença trazia muitas limitações, pois as coisas não fluem dessa forma. A verdade é que viver a espera que algo se concretize em sua vida é como abrir mão do seu protagonismo, é algo perigoso, que pode te adoecer e minar a sua energia que é o combustível para conquista de qualquer sonho. E foi por experiência própria, entre erros e acertos que chegamos ao acordo comum que deveríamos sempre viver no agora, evitando postergar nossas prioridades à um futuro sob o qual não temos controle algum.

É importante frisar que isso não significa ser leviano, ou deixar de pensar no futuro. Mas simplesmente que a nossa vida hoje deve refletir tudo aquilo que faz parte do nosso propósito. Ter uma casa confortável e agradável é um dos nossos propósitos de vida,  pois além de sermos pessoas mais caseiras, temos trabalhos e rotinas que nos fazem passar muito tempo nela, por isso é uma prioridade que ela seja do nosso agrado, própria ou não, eterna enquanto dure.

quem é fiel no pouco, é fiel no muito


Sempre gostei demais dessa máxima cristã. Apesar dela se tratar de uma relação de fidelidade com o divino, eu particularmente a trago para muitas circunstâncias na minha vida, pois acredito que ela relaciona com outra lei do nosso universo, aquela que diz que a nossa energia sempre se conecta com uma energia semelhante. Essas questões metafísicas são sempre bem complicadas de abordar, pois algumas pessoas as veem como fé. Mas para mim, elas são tão reais quanto uma lei física que diz que toda ação gera uma reação, é uma questão de entendimento e observação, que quando aplicadas à vida, nos tornam conscientes que as nossas ações constroem a realidade ao nosso redor.

Para ilustrar melhor esse ponto, vou contar um breve episódio de nossas vidas que reflete muito essa questão. Quando fomos morar juntos em meados de 2012, não tínhamos quase nada de recursos, pois éramos estudantes que sobrevivíamos com uma única bolsa de estudos e meia dúzia de freelas que eu fazia para pagar algumas contas. Me lembro de ter R$500,00 na conta e decidir gasta-lo com melhorias para nossa primeira casa que era bem precária, só tinha uma janela e bastante mofo. Eu pesquisei soluções, fiz um plano de pintura e uma limpeza profunda na casa. Me lembro que como o orçamento era curto, só dava para ter copos de plástico. Porém nada disso nunca me impediu de exercer meus dons decorativos e muito menos me impediu de viver um sonho que era pela primeira vez, ter uma casa onde eu pudesse fazer as coisas da minha forma. Fui fiel no pouco: fiel antes de tudo aos meus valores, fiel aos meus sonhos. 4 anos depois me lembro de desembrulhar minha coleção de pratos de porcelana recém comprada e ter o mesmo sentimento que tive nesse episódio anteriormente relatado. Isso acontece porque no fundo, não importa o tamanho das coisas, mas sim a sensação de estarmos vivendo nossos propósitos. Alguém que não consegue se sentir realizado com o que tem hoje, nunca será realizado, pois nada vai satisfazer alguém que não vive seus propósitos.

De todas as coisas que já me faltaram, a vontade de ter e nutrir meu lar com amor, flores e todas as melhores ideias que eu pudesse ter nunca foi uma delas. E eu entendo que essa foi uma prioridade em minha vida, porque é um dos meus propósitos. Por isso, da mesma forma que eu comprei lindos conjuntinhos de pratos de plástico quando tinha pouco dinheiro para investir e hoje felizmente posso comer em lindos pratos de porcelana, entendo que devo sim, investir em deixar meu apê lindinho do jeito que posso, mesmo que use um piso ou revestimento de plástico, porque sei que quando puder te-los em qualidade melhor, serei tão realizada quanto estou hoje.

a vida não é uma via única


E para finalizar, talvez com o que seja um dos pontos mais importantes dessa questão, é importante entendermos que a vida não é uma via de mão única. Nem todos precisam tomar as mesmas escolhas e seguir a receita de sucesso proposta pela sociedade. Estaria mentindo se dissesse que não gostaria de hoje ter meu imóvel próprio, porém foi também uma escolha viver de acordo com as nossas possibilidades. E quando tivemos uma graninha para investir em melhoria na nossa qualidade de vida, preferimos comprar bons móveis e investir em decoração ao invés de dar entrada em um imóvel e fazer um financiamento que nos atordoaria por anos. Foi uma escolha de vida original e que as vezes espanta um pouco, porque a maior parte das pessoas ao nosso redor, está fazendo o contrário.

Porém é importante lembrar que tudo tem um custo. O nosso é a instabilidade de uma vida em imóvel alugado e a escolhemos porque dentre tudo que poderíamos escolher, essa nos trouxe maior conforto. Você pode ter outro ponto de vista e desejar tomar outra decisão, não importa. O que realmente fica de tudo que abordei nesse texto é que você deve sentir que essa escolha reflete seu propósito e seus valores e que de forma alguma ela vai te impedir de viver o hoje. Viver a sua verdade é a única forma de sentir que todo seu esforço e investimento está tendo retorno.

Desejo com esse post que você entendam um pouquinho sobre como vemos o mundo e o porque de escolhermos gastar uma grana com reforma e coisas que geralmente só se fazem quando o imóvel é próprio. Nos próximos posts vamos abordar como planejamos esse processo, como concretizamos e os processos mais específicos de cada coisa que fizemos.

Espero vocês nos comentários,
um beijo
Jess

torta de framboesa com limão siciliano

13 de jan de 2018

Para inaugurar as receitas de 2018 eu trouxe uma receita que é refrescantemente pomposa. Sabemos que framboesa é uma coisa difícil o no Brasil e limão siciliano também é relativamente escasso. Porém  a combinação desses dois sabores é tão maravilhosa que raro ou não, vale o sacrifício.


A massa da torta é padrão, a mesma que já ensinei na torta de cereja. O diferencial dessa torta é o recheio, então vamos nos ater a ele:

  • 395gr de leite condensado (uma lata) 
  • suco de 1 limão siciliano médio
  • 2 colheres de sopa de amido de milho
  • framboesas frescas
  • algumas fatias de limão para decorar



O recheio é basicamente um brigadeiro de limão mais pastoso. Você deve adicionar o leite condensado, o amido de milho e o suco de limão em uma panela e levar ao fogo médio mexendo bem, até engrossar. O ponto é quando a mistura estiver firme o suficiente para você pegar com uma colher e vira-lo, sem que caia de volta na panela.  Quando estiver firme, deixe esfriar, mas não leve à geladeira.




Coloque essa mistura nas forminhas de massas recém assadas e decore com framboesas e fatias de limão à gosto. Sugiro a preparação de 5 tortinhas médias com a quantidade citada nesse post.

o começo de uma coisa bonita

2 de jan de 2018
O COMEÇO DE ALGO NOVO
É um certo clichê essa coisa de "ano novo, vida nova", eu sei. Acontece que eu estava precisando pegar uma caroninha energética nessa onda de renovação que acontece em toda virada, para definitivamente deixar para trás um monte de coisa do passado e começar um ciclo novo. A verdade é que os anos de 2014 à 2016 foram um pouco pesados para mim. Eu literalmente fui morrendo aos poucos em tantas coisas da minha vida que desaprendi a sonhar, não sabia mais como acreditar, me perdi em uma névoa sombria de negatividade. Eu que sempre tive um quê iluminado, uma alegria espontânea, de repente me olhava no espelho e via uma coisa nebulosa.

Dai de repente chegou 2017 e foi um ano muito bom. Mas foi lento, foi sem expectativas, vagaroso. Eu estava em um estágio de neutralidade, nem muito quente, nem frio, coisas boas aconteceram, mas ainda não era o suficiente para eu me sentir segura. Eu ainda estava acuada, então foi um ano de cura, de lentos, mas grandes passos, de uma transformação profunda. Sei que parece meio nebuloso, mas é mais ou menos por ai que eu estava, enxergando uns feixes de luz e dissipando com muita garra as últimas nuvens negras que me cercavam. E todo esse trabalho interno rendeu frutos, quando eu finalmente comecei a me fortalecer e consegui me colocar em uma postura mais realista sobre o mundo, as coisas começaram a se encaminhar, uma a uma, de uma forma que nem sei bem explicar.


Então 2018 para mim é um ano especial, porque finalmente me sinto feliz por um ano que vai entrar. Pela primeira vez em alguns anos, estou realmente animada e motivada para fazer muitas coisas boas. Muitos pesos que carreguei nos últimos anos já não estão mais comigo e me sinto leve, leve para alçar novos voos.

Por isso não poderia deixar de registrar, que 2018 representa o início da coisa mais linda desse mundo: um nascer de novo para a vida, o renascimento.

spring sessions

15 de dez de 2017

Com essa coisa de um armário sazonal eu desenvolvi um gosto especial por peças que representassem bem a estação, o que é o caso dessa blusinha de flores encantadoras. Quando a vi na loja foi amor a primeira vista, minimalista e com personalidade na medida que gosto. Aqueles pequenos detalhes que fazem a diferença, sabe? Perfeito para compor um visual primaveril.


Outra peça desse look que eu eu amei é a sandália branca. Ela me lembra tanto a Elsie que só de calça-la meu coração dá aquele quentinho! 💓  Com ela eu me sinto naquela energia latina que adoro, mas com um toque de neutralidade que aprecio.

Enfim, um visual para deixar registrado, que gostei do começo ao fim.

fazendo lindas velas para presentear no natal

13 de dez de 2017
 
Presentear pessoas queridas no natal com algo feito a mão é uma tradição que mantenho há alguns anos. Gosto da ideia de espalhar esse amor, da pessoa sentir aquele aconchego ao receber em suas mãos algo feito especialmente para ela, cujo qual eu dediquei um pouco do meu tempo com o coração cheio de carinho. Por isso esse ano não poderia ser diferente, então comecei a buscar ideias de lembrancinhas e logo pensei que velas seriam a melhor escolha.

Velas representam uma coisa que gostaria de entregar para as pessoas. O poder do fogo, o aconchego de seu calor e do cheiro de lar. Acredito que acender uma vela é um ritual poderoso que acalma, acolhe, energiza. E pensar em dar uma pequena dose desse carinho para a pessoa usar ao longo do seu ano me pareceu realmente a melhor forma de encerrar um ano.



A minha escolha de materiais foi simples e rústica, porque a ideia era fazer algo simples mesmo. Usei uma vela grande de parafina comum e derreti em uma panela. Para aromatizar, optei por ingredientes que tivessem a ver com o natal. Adicionei na panela ainda no fogo a canela em pau, pedaços de gengibre fresco picados e um pouco de extrato de cravo. Deixei cozinhar e após uns 3 minutos desliguei o fogo. Imediatamente despejei a mistura em pequenos potes de vidro que foram reaproveitados dessas papinhas de bebê que a gente compra em mercado.

Usei o pavio da própria vela de parafina para compor as novas velas. Esperei esfriar um pouco e quando a consistência da vela estava mais firme, mas ainda mole o suficiente para inserir algo, coloquei o pavio centralizado. Depois deixei esfriar completamente para manusear as embalagens.


Pintei as tampas dos potinhos com tinta preta fosca e usei pequenas etiquetas para decora-las.





Tudo bastante artesanal e simples, com materiais que eu tinha em casa. 



Foi um processo delicioso. Pretendo manter essa tradição por muitos anos, porque acredito que a vida é feita desses pequenos carinhos que a gente cultiva em nossos corações 💓

Preparativos para a festa do glace

3 de dez de 2017

Dezembro chegou e com ele aquela vontade de começar a planejar as festividades de fim de ano! 😊

Por isso hoje vimos trazer algumas referências que separamos para nosso próprio natal, que carinhosamente apelidamos de festa do glacê. Isso porque a nossa intenção é fazer muitas receitas com glacê real, aquele branquinho, durinho, que mata você de diabetes, mas te deixa tão feliz ao mesmo tempo! 😄😄

1. Ginger home, ginger cake, gingers! 
Já faz uns meses que eu (Bruno) coloquei na cabeça que queria fazer uma gingerbread home. Então o desafio desse ano será fazer a casinha, juntamente com os biscoitos de gengibre tão característicos dessa estação. Já eu (Jess), quero muito fazer um bolo com glacê e frutas vermelhas bem simples e gostoso como o da primeira foto.

2. Uma árvore um pouco mais glamourosa, lights & lights
Esse ano estamos no clima de um natal um pouco mais barroco, com bastante adorno e luzes. Ainda seguindo um tom mais neutro que gostamos, mas com um pouco mais de rococó sabe?

3. Presentes bonitinhos
Nos últimos anos a gente seguiu uma referência bem neutra e rústica para os presentes. Esse ano queremos nos dedicar para fazer algo bonitinho e personalizado.

4. Uma mesa cinza
Desde que vimos essa mesa da imagem acima, decidimos que a nossa decoração esse ano seria um pouco mais puxada para o cinza. Gostamos do tom mais neutro para seguir uma linha mais orgânica. A ideia é que a decoração de natal seja mais rebuscada, mas em compensação, a mesa e as comidas queremos seguir nesse estilo mais simples.

5. Um assado bem temperado
A verdadeira graça do natal é um assado bem temperado. Nós adoramos essa parte da festa, escolher os temperos, a melhor carne. É com certeza nossa tradição mais constante e esse ano preferimos ir de ave. Ano passado fizemos um lombo delicioso, mas esse natal pede um pouco mais de tradição, então vamos fazer um delicioso peru de natal 💓

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Adoramos esse exercício de buscar referências porque é a melhor forma de entrar no clima festivo. Todas nossas inspirações estão na nossa pasta do pinterest, então vocês podem dar uma olhadinha e se inspirar também com mil e outras ideias.

Sobre a mudança e pequenas reformas

27 de nov de 2017

Finalmente estamos em nosso novo apê, com internet e podendo contar para vocês um pouco dessa loucura que foi planejar uma nova mudança em menos de um ano! 😊😊

Na verdade seria bom começar por aí: porque nos mudamos? Como falamos por cima lá no insta, já vinha um tempo que estávamos insatisfeitos com o condomínio em que morávamos e isso refletiu como um todo as profundas mudanças que sofremos no último ano. Quando decidimos mudar para o aptox, demos esse nome justamente porque ele não se tratava de um lugar específico, mas uma ideia de lar e vida que queríamos construir. Essa ideia passou por vários abalos nos últimos meses e decidimos que precisávamos dar um passo rumo há algo novo: um apê menor, que refletisse os nossos valores construídos, com ainda mais simplicidade e organicidade. Então sim, deixamos um apartamento com um padrão mais alto de vida para ter uma qualidade melhor em outros aspectos. Queríamos menos espaço para limpar, menos contas para pagar e uma maior liberdade para deixar nosso cantinho do nosso jeito - mesmo que ainda alugado. E a nossa escolha não poderia ter sido melhor, porque desde a primeira vez que pisamos no novo apê sabíamos que uma fase nova e muito feliz estava para começar.

E para celebrar esse momento aproveitamos para traçar algumas metas para deixar o novo cantinho com a nossa cara. Como iríamos economizar bastante no aluguel, nos permitimos investir em melhorias de coisas que consideramos fundamentais para uma vida cotidiana prazerosa e algumas nem tão necessárias, mas que confesso, que eram desejo de alma! 💓💓 Tem sido um processo bem gostoso e queremos compartilhar com vocês porque além de uma inspiração, temos dicas valiosas sobre todo o processo de pesquisa e execução, cujo qual fizemos 100% sozinhos! 😃

1. Mudança do piso: Casa com azulejo é uma coisa bastante difícil para nós. Já moramos alguns meses em uma casa assim e era algo que nos incomodava bastante. Claro que tem o aspecto estético, mas o aspecto térmico de longe é o principal para nós, por isso decidimos que a principal mudança seria o piso, para isso pesquisamos uma solução que fosse econômica e facilmente reversível, para termos nosso piso com cara de madeira, mesmo que o apto não fosse nosso.

2. Troca dos metais: O novo apê não era tão velho, mas os metais estava todo carcomidos, quando não eram de plástico. E desde que a gente decidiu abolir o plástico das nossas vidas, sabíamos que iríamos precisar trocar algumas peças hidráulicas da casa. Escolhemos a cor dourada para banheiro e prata para o resto da casa e a partir disso fomos procurando algumas peças em conta para substituir aos poucos o que era necessário. Ainda não conseguimos tudo, mas aos poucos vamos mudando uma coisa qui e outra ali e logo estará 100%.

3. Reforma dos gabinetes: O gabinete da cozinha é branquinho bonitinho, mas tem uns puxadores que destoam da nossa décor mais provençal/nórdica. E como era uma besteirinha de nada, achamos uma solução para reformar o móvel gastando quase nada. Já o do banheiro é bem trevoso, então compramos as coisinhas para dar uma repaginada nele também.

4. Revestimento na cozinha: Essa é uma reforma não necessária, mas que eu queria há muito tempo. Apresentei para o Bruno que amou de cara e topamos investir em uma revestimento metro white resinado para uma das paredes da cozinha. Esse é um desejo que seu sempre tive porque mesmo desde quando não era moda eu já usava esse revestimento em todas minhas casinha do the sims, então posso dizer que é um desejo de alma. hehehe Não tivemos condições para colocar na cozinha toda porque o valor do revestimento resinado não é tão diferente de um cerâmico e achamos que não valia gastar uma mini fortuna com isso. Então priorizamos uma paredinha, que já vai dar todo um charme na cozinha.

5. Troca da pia da cozinha: Esse foi um ponto também meio opcional. A gente tia uma pia branca que não usamos no apê antigo e que estava novinha, então decidimos trocar pela de inox que veio no apê. Isso porque a branquinha combina mais com a nossa decoração e estava em melhor estado, então, porque não? 😁😁

6. Troca de todos os espelhos de tomada da casa: O apê veio com aquelas tomadas horríveis do século passado meio amareladas do tempo sabe? Então trocamos todas pro modelos branquinhos minimalistas. Pode parecer um detalhe besta, mas só esse aspecto já deu um ar bem mais novo para o apê. Como se realmente tivesse acabado de sair da planta! hehehe

7. Personalizações na parede: Decidimos que dessa vez não iríamos de tudo branco. Essa parte vai levar alguns meses para ser finalizada, mas decidimos colocar um pouco mais de vida no apê, então estamos pensando em opções de papéis de parede para alguns pontos da casa. Estamos pesquisando também opções DIY e ideias originais, então caso tenham sugestões, vamos adorar ouvi-las.

E é isso por ora. Vamos contar sobre cada um desses processos conforme formos finalizando. O primeiro que deve sair é um guia sobre o piso, que estamos trabalhando para fazer da forma mais completa possível, então acreditamos que até o próximo domingo estará no ar. O restante vai saindo com calma, porque como dito acima, nem tudo está finalizado.

Caso tenham alguma dúvida, sugestão ou comentário, vamos adorar saber as suas impressões, não deixem de deixa-las aqui em baixo, porque lemos e respondemos sempre com muito carinho!

Um grande beijo e até a próxima 💓

de portas abertas

2 de nov de 2017

Escrever um blog juntos nunca foi um plano para nós. Apesar de ambos amarem escrever, sempre fomos mais daquele tipo de casal onde ambos tem seus projetos pessoais e nunca havíamos cogitado a possibilidade de fazer algo juntos. Porém a vida é cheia de novas esquinas a serem cruzadas, e em uma dessas que viramos, encontramos também uma enorme vontade de iniciar um projeto juntos, algo que registrasse as nossas experiências e onde pudéssemos dividi-las com o mundo.  Foi assim que surgiu o aptox.

Há momentos que marcam definitivamente nossas vidas e o aptox foi um desses momentos para nós. Inicialmente começou com uma mudança e um Instagram para compartilhar algumas ideias de decoração para o novo apê. Porém aos poucos fomos percebendo que aquele momento era muito mais marcante em nossa história do que simplesmente mais uma mudança para uma nova casa. Demoramos a entender, foi extremamente confuso no começo,  mas com o desenrolar de todo o processo, percebemos que se tratava de um momento de transição entre a juventude e a vida madura, onde precisávamos encarar nosso passado, quem havíamos nos tornado e se queríamos continuar caminhando juntos no futuro.

Em abril desse ano completamos 5 anos juntos. Nunca namoramos, não havíamos traçado nenhum plano de casamento, nunca fomos esse tipo de casal. Nossa história se resumia em morar juntos depois de alguns meses nos relacionando, com pouco mais de R$500,00 na conta e nenhuma perspectiva de futuro. Construímos tudo do zero, cada ano uma nova vitória. Enquanto lutávamos para nos formar na universidade, lutávamos também para sobreviver, ter nossas coisas, uma certa estabilidade e construir um futuro. O grande X da questão é que ninguém sabe bem o que ser quer aos 20 e poucos anos e foi por isso que o aptox foi esse marco tão profundo. Pois quando decidimos dar um passo tão grande como finalmente construir uma casinha que tivesse a nossa cara, sem usar mais pratos de plástico e nem ter somente móveis reciclados, tivemos também que decidir que tipo de adultos queríamos ser dali em diante. Porque junto com os pratos de plástico, precisaria ficar no passado também uma certa rebeldia juvenil, a nossa insegurança quanto a compromissos mais sérios e a nossa exagerada individualidade. Sim, percebemos que se quiséssemos continuar caminhando juntos dali em diante, era preciso aprender a ser um, ainda sendo dois. Aprender a compartilhar de verdade, muito mais do que apenas um dos lados da cama.

Foi portanto um último ano cheio de reviravoltas. Fugimos, caímos, nos decepcionamos. Acreditamos que ninguém passa por esse momento de transição sem algumas feridas de guerra e nós sabemos que temos as nossas. Mas a verdade é que estamos aqui hoje. Juntos e juntos de verdade, como em cinco anos sabemos que não estivemos totalmente. E foi o aptox que nos uniu, ele representa nosso futuro e nosso passado. Foi entre as paredes desse apê que nos despimos de todas as nossas fragilidades e construímos cotidianamente uma relação mais forte. É por isso que hoje ao inaugurar esse nosso projeto juntos, temos uma alegria enorme ao ver estampado esse nome, aptox, a morada onde abriga nossos corações e nossas almas.



E é por tudo isso que pensamos ao longo de meses nesse espaço, projetando cada detalhe para que transmitisse nossa essência. Esperamos que vocês se sintam em casa ao ler nossos posts, que eles tragam todo esse carinho que temos tido para com esse projeto.


Beethoven´s 9th Symphony

31 de out de 2017

Desde certo tempo eu e a Jess já estávamos querendo conhecer a Sala São Paulo. Além de um passeio cultural, uma experiência mesmo. No começo desse ano de 2017 aproveitamos para assistir ao concerto de estreia da temporada 2017 com a Nona Sinfonia de Beethoven, que por sinal, é uma de nossas maiores paixões.

Queremos compartilhar tanto nossa paixão pela música de Beethoven [ok., eu amo todas suas músicas, enquanto a Jess gosta mais de uma ou outra; mas ambos amamos a Nona Sinfonia], assim como também comentar a nossa experiência de visitar e conhecer a Sala São Paulo - OSESP.




Quem ouve a Nona Sinfonia de Beethoven certamente escutará mais do que a força dos graves e os agudos repentinos que se desenvolvem nos quatro movimentos da música, mas escutará a própria condição humana que pelas mãos do artista traduz a impossibilidade de escuta devido à sua surdez por uma outra escuta, mais profunda, a saber, de dar voz à uma humanidade que sonha em existir.

Escutar a música de Beethoven já traz imagens como a descrita acima, mas nada se compara a sua apresentação em orquestra. Não à toa essa música é sinal de grandes controvérsias e disputas. Sua força tem , por um lado, apelo revolucionário (quem não imagina o final do terceiro movimento e o início do quarto e último movimento, como sendo a manifestação de vitória da justiça sobre a injustiça, da paz e felicidade entre os irmãos de todo o mundo sob esse mundo sofrido e injusto que vivemos - tanto Beethoven como nós ainda hoje -  tornando em imagem as palavras do coro que clama pela fraternidade mundial das pessoas); e de outro lado, também tem seu apelo de uma conciliação forçada (como quando escolhem a última parte da música como hino da comunidade europeia que ainda não pôde cantar a real fraternidade).

Para quem gosta de música, é inegável o valor artístico dessa música. Para aqueles que conhecem um pouco de Beethoven e conhecem as suas sinfonias é instigante a interpretação de que a Nona Sinfonia incorpora, nos três primeiros movimentos, a retomada de suas 8 sinfonias anteriores, deixando o quarto e último movimento como gran finale, demonstrando a portentose do gênio de Beethoven.

Mas além de nosso interesse pela Nona de Beethoven, vale a pena comentar a experiência que foi irmos conhecer a Sala São Paulo - OSESP.


A VISITA À SALA SÃO PAULO

Fomos à estação Júlio Prestes, a estação que fica colada com a Sala São Paulo para quem pretende ir de metrô/trem. E vale a pena comentar que a estação é a autêntica experiência que se pode fazer hoje em dia de se presenciar como era o transporte público há 30 ou 40 anos atrás. Impressiona que as fotos da estação há três décadas atrás não é muito diferente da estação hoje em dia. Até que tem sua beleza a arquitetura do centro histórico, mas também, convenhamos, que em termos de conservação de patrimônio histórico, deixamos muito a desejar.

Saindo da estação nos deparamos com o lado triste da São Paulo de 2017, muitos moradores de rua em situação deplorável, perambulando pelas ruas - pois a Cracolândia é logo ali - e com um cheiro horrível de mijo pairando no ar. De um lado mendigos nas ruas fumando crack, deitados em mantas sujas; de outro, pessoas com medo de andar por ali.

Essa triste realidade se contrasta com o que vimos na sala São Paulo, gerando uma experiência antropológica. Seguindo na calçada da estação Júlio Prestes, em poucos minutos entrarmos na Sala São Paulo - OSESP, em um corredor arborizado e meticulosamente perfumado. São dois mundos. E é claro que há um estacionamento por trás, nos fundos, onde a maioria das pessoas que vão à OSESP utilizam, de modo que nem passem pela cenas lamentáveis de barbárie cotidiana que é a pobreza do lado de fora e miséria humana, em contraste com a opulência representado no interior da Sala São Paulo.

Na sala de concerto, ao escutar a Nona Sinfonia e olhar para o público disposto sem seus devidos lugares, surgiu uma interessante reflexão entre Jess e eu sobre a relação social da organização da sala de concertos na História. Criada, originariamente, para a estratificação e divisão das classes sociais, onde o palco era destinada a estratos mais populares, e o camarote era destinado à nobreza, fazia sentido (mesmo que criticável) naquela época; e as classes se comportavam como tal: a plebe, o povo com suas manifestações espontâneas e a nobreza com toda sua etiqueta. Mas quando estávamos na Sala de Concerto, percebemos que no Brasil tal modo de se portar é inexistente. As pessoas que pagaram mais de R$ 300,00 para um ingresso no camarote não tinham postura - para não falar de outro sentido de classe -, ficando de modo desleixado, em conversas, mexendo em seus celulares (talvez para esperar o tempo passar), mostrando que estavam lá por qualquer motivo que não a Música, e demonstrando que estar lá, para estes, deveria ser muito mais a pura vontade de gastar seu dinheiro, sabe-se lá porque, talvez por gastar mesmo. Vai saber. Nem classe podemos dizer que tem a "nossa" classe social mais abastada financeiramente.




Voltando à música de Beethoven, e com toda essa experiência, ouvir músicos talentosos apresentando, ao vivo, a Nona Sinfonia foi maravilhoso. O nosso coração se agitava no mesmo ritmo dos graves e agudos e se emocionava com o coro e as vibrações que ocupavam os espaços da sala.

Talvez seja muito significativo que, com tudo isso, fosse justamente o desejo latente da Nona Sinfonia, clamando pela fraternidade universal que ecoava figuradamente para além dos muros daquela sala, como uma mensagem na garrafa. Ou talvez a música seja só música? Maybe, maybe.


um chocolate que aquece o coração

8 de ago de 2017


É uma certa tradição: todo inverno tem que ter um delicioso chocolate quente com marshmallow. É docinho, é cremoso e aquece a alma, perfeito para os dias gélidos e nublados.


usamos:
  • 2 xícaras de leite
  • 100 gr de chocolate ralado
  • 4 colheres de chocolate em pó
  • marshmallow à gosto

Colocamos todos os ingredientes (menos o marshmallow) em uma panela e levamos ao fogo médio até levantar fervura. Depois é só colocar na caneca, esperar engrossar um pouco e colocar o marshmallow em cima.

 Esse gostinho ficou eternizado com nossas cobertas e alguns episódios de Sherlock Holmes. Acho que foi uma excelente combinação para uma tarde invernal, cheia de aconchego e amor

fragmentos do inverno

1 de jul de 2017





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